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Ainda Büchner
MARION: (...) As outras pessoas têm seus domingos e dias úteis, trabalham durante seis dias e rezam no sétimo, comovem-se uma vez por ano, no aniversário de seu nascimento, e meditam uma vez por ano, no dia de ano-bom. Eu não compreendo nada disso: não conheço pausas, não conheço mudanças; sou sempre a mesma: um desejo voraz e ininterrupto, uma chama, uma correnteza. Minha mãe morreu de desgosto. As pessoas apontam-me a dedo. Isso é muito estúpido. É indiferente onde a gente encontre seu prazer, nos corpos ou nas imagens de Cristo, no vinho, nas flores ou nos brinquedos; o sentimento é o mesmo; e quem mais goza, mais reza.
09/12/2009 Publicada por danielandin
MARION: (...) As outras pessoas têm seus domingos e dias úteis, trabalham durante seis dias e rezam no sétimo, comovem-se uma vez por ano, no aniversário de seu nascimento, e meditam uma vez por ano, no dia de ano-bom. Eu não compreendo nada disso: não conheço pausas, não conheço mudanças; sou sempre a mesma: um desejo voraz e ininterrupto, uma chama, uma correnteza. Minha mãe morreu de desgosto. As pessoas apontam-me a dedo. Isso é muito estúpido. É indiferente onde a gente encontre seu prazer, nos corpos ou nas imagens de Cristo, no vinho, nas flores ou nos brinquedos; o sentimento é o mesmo; e quem mais goza, mais reza.
09/12/2009 Publicada por danielandin
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